A Polícia Civil do Paraná concluiu a investigação que apurou um caso de abuso durante consulta médica em Irati e indiciou um médico de 81 anos por violação sexual mediante fraude. O Ministério Público já apresentou denúncia e pediu o afastamento do profissional das funções.
De acordo com as investigações, o caso aconteceu no dia 4 de fevereiro de 2026, durante um atendimento ginecológico em uma unidade de saúde. A paciente, de 24 anos, relatou que o médico se aproveitou da situação e realizou atos inadequados sob a justificativa de procedimentos médicos, sem qualquer respaldo técnico.
Ainda conforme o relato, durante o atendimento, o médico chegou a atender uma ligação pessoal e deixou a paciente em situação vulnerável na mesa de exame por vários minutos. A apuração também identificou que não houve registro adequado do atendimento no prontuário, diferente do que é feito normalmente por outros profissionais.
A vítima procurou a polícia uma semana após o ocorrido. Segundo ela, o atraso aconteceu por conta do abalo emocional. A decisão de denunciar veio após buscar orientação com outros profissionais de saúde e perceber que o procedimento não era comum.
Durante a investigação, a Polícia Civil ouviu testemunhas, profissionais da área da saúde e também realizou escuta especializada de uma criança que estava no local no momento do atendimento.
Diante da gravidade do caso, o médico foi indiciado pelo crime de violação sexual mediante fraude. A Polícia Civil também pediu o afastamento do profissional e a suspensão do exercício da função, medida que agora será analisada pela Justiça.
O Ministério Público reforçou o pedido ao oferecer a denúncia, destacando a necessidade de proteger outras possíveis pacientes. Até o momento, não houve decisão judicial sobre o afastamento.
A Polícia Civil orienta que vítimas de crimes dessa natureza procurem a delegacia para registrar a ocorrência. Denúncias também podem ser feitas de forma anônima pelos telefones 197 ou 181.
O caso segue em andamento e será analisado pelo Poder Judiciário.
Fonte: Cateve
Foto: Catve

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