2026 pode ser um dos anos mais quentes já registrados

Reprodução

O ano de 2026 deve figurar entre os mais quentes já registrados desde o início das medições climáticas modernas, que começaram em meados do século XIX. A projeção é de centros internacionais de meteorologia e clima, que indicam a manutenção de temperaturas médias globais em patamares historicamente elevados.

As estimativas apontam que a temperatura média do planeta em 2026 pode ficar mais de 1,4 °C acima dos níveis pré-industriais, registrados entre 1850 e 1900. Caso o cenário se confirme, será o quarto ano consecutivo com aquecimento global nesse patamar, algo que não era observado antes da atual década.

Embora não haja indicação de que 2026 supere o recorde absoluto de calor registrado recentemente, os especialistas alertam que a sequência de anos extremamente quentes reforça a tendência de aquecimento contínuo do planeta. As projeções consideram tanto a influência de fatores naturais quanto o impacto das atividades humanas.

De acordo com análises climáticas, a principal causa desse cenário é a alta concentração de gases de efeito estufa na atmosfera, como o dióxido de carbono e o metano, acumulados ao longo de décadas. Esses gases dificultam a dissipação do calor, elevando a temperatura média global.

Fenômenos naturais, como El Niño e La Niña, também podem influenciar as temperaturas de um ano para outro, intensificando ou atenuando o calor em determinadas regiões. Ainda assim, os especialistas destacam que esses eventos atuam sobre um sistema já aquecido, o que potencializa os efeitos do calor extremo.

O aumento consistente das temperaturas está associado a impactos como ondas de calor mais frequentes, secas prolongadas, chuvas intensas e eventos climáticos extremos, com reflexos diretos na saúde, na produção de alimentos, no abastecimento de água e na economia.

Cientistas ressaltam que a ocorrência de anos isolados com temperaturas acima de 1,5 °C em relação aos níveis pré-industriais já é um sinal de alerta, indicando que o aquecimento global avança em ritmo acelerado, mesmo sem a consolidação definitiva desse limite como média de longo prazo.

Fonte: Jornal Razão