O ciclone extratropical que se formou no Rio Grande do Sul pode provocar ventos superiores a 80 km/h no Paraná nesta quarta-feira (10), segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do estado (Simepar). A tendência é que as rajadas sejam mais intensas no sul e no leste do estado, e que o tempo continue instável.
Com o deslocamento gradual do ciclone para o Oceano Atlântico Sul, a situação deve mudar a partir desta quinta (11), quando o Sol volta a permanecer e a predominar em todo o Paraná. A velocidade do vento diminui - exceto entre a região metropolitana de Curitiba (RMC) e o litoral, de acordo com o Simepar.
Até às 7h desta quarta-feira (10), os ventos já chegaram a 108,7 km/h no estado - no alto da montanha do pico Marumbi, na RMC. Considerando as cidades, a maior velocidade registrada foi 77,4 km/h, em Santa Maria do Oeste.
"Simultaneamente ao afastamento do continente, o centro de baixa pressão do ciclone está se intensificando, com os valores internos ficando ainda mais reduzidos. Como resultado, sobre o Paraná, as chances de chuvas diminuem, enquanto as rajadas de vento provenientes do quadrante oeste aumentam expressivamente e de maneira persistente ao longo desta quarta-feira, devido ao acentuado gradiente de pressão entre o continente e o sistema ciclônico", explica a meteorologista Júlia Crepaldi Munhoz.
Para quinta (9), o Simepar afirma que não há previsão de chuva em praticamente todo o Paraná.
"É uma 'pausa' nas condições de instabilidade atmosférica sobre o estado. Predomínio de sol no interior e as temperaturas voltam a apresentar elevação mais expressiva durante a tarde. No entanto, a nebulosidade fica mais variável do leste ao litoral e o gradiente de pressão mantém o vento mais persistente entre a RMC e as praias", diz o órgão.
No entanto, a "trégua" já deve acabar na sexta-feira (12), quando o aprofundamento de um novo sistema de baixa pressão atmosférica sobre o Paraguai favorecerá a ocorrência de novas tempestades, especialmente no oeste, noroeste e norte do Paraná.
Fonte: G1
Foto: Reprodução/Simepar

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